Menos de 24 horas após o assassinato do sargento da Marinha do Brasil Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, a Polícia Militar prendeu suspeitos de participação no crime ocorrido dentro da residência da vítima, no bairro Jardim Universitário, em Cáceres (225 km de Cuiabá). Ao todo, sete pessoas foram levadas para a delegacia, entre elas o homem apontado como autor dos disparos. A maioria é adolescente.
A prisão ocorreu durante a Operação Força Constante, que mobilizou equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, Força Tática, Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Conforme o boletim de ocorrência, os policiais iniciaram diligências logo após o crime para identificar e localizar os envolvidos. Durante as buscas, receberam informações de que suspeitos de dar apoio logístico ao homicídio estariam na região da Areeira e haviam deixado a cidade em um veículo de transporte por aplicativo.
Durante a ação, os policiais localizaram o revólver que teria sido utilizado no assassinato. A arma estava escondida em uma residência no bairro Residencial Valter Fidelis, onde uma adolescente foi apreendida. Ela seria responsável por guardar o armamento.
Na sequência, um Volkswagen Polo branco foi abordado. No veículo estavam dois suspeitos, sendo um apontado como motorista utilizado na execução e outro como autor dos disparos que mataram o sargento.
Chamada de vídeo
Em depoimento aos policiais, o suspeito apontado como atirador relatou que o crime teria sido coordenado por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, conhecidos pelos apelidos de “Ninja”, “Religião do Mal” e “Monarca”.
Segundo a versão apresentada, os supostos mandantes teriam determinado a morte de dois homens que estariam na residência de Anderson.
Ainda conforme o relato, antes de entrar em ação, o suspeito teria cortado a cerca elétrica do imóvel, provocando o acionamento do alarme. Depois, ele teria se escondido em uma área de mata próxima à casa e permanecido em uma chamada de vídeo com os supostos mandantes.
Durante a ligação, os criminosos teriam utilizado a câmera do celular para visualizar a vítima e, naquele momento, determinado que os disparos fossem realizados.
Anderson teria saído da residência para verificar o alarme, quando foi atingido pelos tiros.
A Polícia também identificou outros adolescentes que teriam participado do apoio logístico ao crime. Segundo as investigações, eles teriam auxiliado no transporte e na ocultação da arma, além de dar suporte aos suspeitos após o homicídio e durante a fuga.
Ao todo, sete suspeitos foram identificados e encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia, juntamente com a arma apreendida. As informações sobre a participação de cada um ainda serão apuradas pela Polícia Civil.
Durante a operação, foram apreendidos um revólver calibre 38, nove munições, cinco celulares, um capacete rosa, um short preto e R$ 37 em dinheiro.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

