Candidato ao Senado por Mato Grosso, Mauro Mendes (União) votou na manhã deste domingo (4), na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, reafirmou a confiança na vitória e aproveitou a ocasião para criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), defender mudanças profundas na legislação e dizer que o Brasil corre risco de quebrar caso não faça reformas estruturais.
Mauro afirmou que nunca pautou a campanha pelas pesquisas e disse acreditar que pode vencer ainda no primeiro turno. Segundo ele, os levantamentos perderam credibilidade nos últimos anos após registrarem erros acima das margens previstas.
“Eu tenho uma expectativa, o meu feeling diz que sim. Eu sempre falei isso, nós iríamos ganhar essas eleições. Eu nunca tive dúvida disso. (…) Mas, se não ganhar em primeiro turno, estaremos prontos para ganhar em segundo”, afirmou.
O ex-governador também criticou o cenário institucional do país e classificou como “show de horrores” decisões tomadas em Brasília, incluindo medidas do Congresso Nacional e do STF.
“O Brasil não aguenta mais. Nós estamos à deriva. A todo momento é um show de horrores que vem de Brasília, do Congresso Nacional, do Supremo, decisões contraditórias que deixam o país chocado”, disse.
Mauro afirmou ainda que o Supremo atravessa uma crise “sem precedente” e cobrou uma reação do Senado Federal.
“O próprio Supremo vive uma crise sem precedente em toda a sua história. Eles devem uma explicação à sociedade brasileira. O Senado Federal, que pode fazer uma interação, tem que agir. É vergonhoso o que está acontecendo lá no Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Ao falar sobre seus planos caso seja eleito, o candidato defendeu uma revisão profunda de marcos legais e afirmou que algumas mudanças exigiriam uma nova Assembleia Constituinte.
“Eu defendo uma nova constituinte porque algumas mudanças passam necessariamente por uma constituinte, senão o Brasil vai quebrar. Anotem isso aí”, afirmou.
Na avaliação de Mauro, o governo federal está excessivamente endividado e não consegue mais administrar adequadamente os juros da dívida. Ele comparou a situação brasileira à da Argentina e disse que o país pode enfrentar uma crise ainda mais grave caso não haja mudanças.
“É um país que tem o seu governo central, governo federal totalmente endividado, não consegue pagar o juro da dívida, tá tomando dinheiro emprestado para pagar juro. Isso vai quebrar, gente. É óbvio, vai quebrar”, afirmou.
Mauro também fez um balanço da campanha e disse terminar o primeiro turno com sensação de “dever cumprido” em relação à sua gestão no Governo de Mato Grosso. Segundo ele, a estratégia eleitoral foi apresentar ao eleitor resultados de sua administração, citando como exemplo a retomada das obras do Hospital Central, que ficou paralisado por décadas.
Caso seja eleito, o ex-governador afirmou que pretende levar ao Senado um perfil de atuação voltado para resultados e com menos discursos.
“Eu odeio muita conversa fiada, muito blá-blá-blá e nada de resultado. E é isso que a maioria dos políticos brasileiros são especialistas em fazer”, afirmou.

