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Justiça mantém preso pai que assassinou filha de 12 anos após discussão por mensagens no Instagram

A Justiça manteve preso Claudinei da Silva, pai e assassino de Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, ao converter em preventiva a prisão em flagrante durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (8). Ele confessou ter estrangulado a filha após discutir com a adolescente por causa de mensagens trocadas com um menino nas redes sociais.

A decisão é do juiz Juliano Hermont Hermes da Silva, da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Várzea Grande.

Olga foi assassinada no domingo (7), na casa do pai, no bairro Serra Dourada. A menina foi encontrada desacordada pela mãe quando ela foi buscá-la após passar o fim de semana com o pai.

Com ajuda de terceiros, a vítima foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, mas já chegou sem vida.

Segundo o delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), pai e filha passaram parte do domingo em uma festa de aniversário do avô paterno da menina, realizada em um clube. Durante a comemoração, Claudinei consumiu bebida alcoólica e ainda apresentava sinais de embriaguez quando foi conduzido à delegacia após o crime.

Conforme as investigações, ao retornarem para casa, o homem pegou o celular da filha e passou a verificar as conversas dela no Instagram. Ao encontrar mensagens trocadas com um menino, iniciou uma discussão com a adolescente.

Em depoimento, Claudinei afirmou que tentou “corrigir” a filha e admitiu ter apertado o pescoço dela durante o desentendimento. De acordo com o delegado, a compressão provocou o rompimento de vasos sanguíneos.

“Ele fala que esganou ela. Isso rompe vasos sanguíneos e começou a espirrar muito sangue”, afirmou Nilson Farias, durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (8).

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