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Max Russi propõe plebiscito no STF para moradores definirem divisa entre MT e Pará

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), apresentou três propostas nesta quarta-feira (10) para tentar alcançar uma solução consensual na disputa territorial entre Mato Grosso e o Pará. Durante audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar sugeriu a realização de um plebiscito para que os próprios moradores decidam a qual estado desejam pertencer.

A área em discussão abrange cerca de 22 mil quilômetros quadrados e se arrasta em um impasse histórico. Em sua manifestação perante o ministro Flávio Dino, Max Russi defendeu que o debate jurídico deve deixar o preciosismo cartorial de lado e priorizar o lado humano e as necessidades básicas da população que reside na divisa.

“Talvez um plebiscito ouvindo aquelas pessoas, dando voto àquelas pessoas”, defendeu o presidente da ALMT, apontando o voto popular como o caminho mais democrático para resolver o conflito.

Além do plebiscito, Max propôs que o STF realize uma audiência pública itinerante na própria região afetada, permitindo que magistrados ou técnicos designados pela Suprema Corte ouçam de perto os relatos de abandono e as dificuldades diárias do povo.

A terceira proposta do chefe do Legislativo foca na criação de um mecanismo de segurança jurídica para os prefeitos mato-grossenses da região de fronteira. Atualmente, os gestores sofrem com ações de improbidade administrativa movidas por órgãos de controle, como o Ministério Público, simplesmente por usarem maquinários e ambulâncias de Mato Grosso para socorrer cidadãos do território vizinho.

Longas distâncias e o SUS

Russi usou dados práticos para demonstrar a dependência que os moradores da faixa de terra têm de Mato Grosso. Segundo ele, para conseguir qualquer atendimento em solo paraense, muitos cidadãos precisam percorrer distâncias que superam os mil quilômetros, enquanto as cidades mato-grossenses estão a poucos minutos de distância e estruturadas para o acolhimento.

O deputado revelou ainda que os municípios de Mato Grosso já computaram mais de 20 mil atendimentos médicos a cidadãos do Pará por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), comprovando que, na prática, a integração socioeconômica com Mato Grosso já é uma realidade consolidada.

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