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Ex-assessora do TJ nega participação em suposto esquema de influência

A ex-assessora jurídica do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Mhayra Alves Pacheco Abes, divulgou nota nesta sexta-feira (26) negando envolvimento no suposto esquema de influência sobre decisões judiciais investigado pela Operação Falsa Vantagem.

Mhayra atuava no gabinete do desembargador Juvenal Pereira da Silva desde agosto de 2022 e foi exonerada após ser alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação deflagrada pela Polícia Civil na quinta-feira (25).

Além dela, também foram alvos da investigação o advogado Ademir Rosa Gomes e um policial penal, que não teve a identidade divulgada.

Em nota, a defesa afirmou que Mhayra não praticou qualquer irregularidade.

“A sra. Mhayra Alves Pacheco Abes tomou conhecimento da investigação conduzida pelas autoridades competentes e esclarece que não praticou qualquer ato ilícito, tampouco participou de conduta destinada à obtenção de favorecimento indevido perante órgãos do Poder Judiciário.”

A defesa acrescentou que a ex-servidora exercerá o direito de defesa e apresentará os esclarecimentos necessários no decorrer da investigação.

“A investigada exercerá plenamente seu direito de defesa e apresentará, no momento oportuno, todos os esclarecimentos necessários, confiante de que a completa apuração dos fatos demonstrará a inexistência de qualquer responsabilidade que lhe possa ser atribuída.”

Os advogados também ressaltaram que a investigação ainda está em andamento e que não é possível antecipar conclusões sobre eventual responsabilidade.

“A instauração de investigação, por si só, não autoriza conclusões antecipadas acerca da responsabilidade de qualquer pessoa.”

A operação

A Operação Falsa Vantagem cumpriu cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, os investigados são suspeitos dos crimes de extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.

As investigações apontam que o grupo prometia interferir em decisões judiciais mediante pagamento de vantagens indevidas.

Em um dos casos apurados, familiares de um condenado teriam pago R$ 150 mil em dinheiro sob a promessa de anulação da pena. Conforme a investigação, a decisão obtida reduziu a pena do condenado, mas não a anulou, o que levou o beneficiário a exigir a devolução do dinheiro. Esse episódio também passou a ser investigado pela Polícia Civil.

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