O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, afirmou nesta quinta-feira (9) que tem colaborado com as investigações da segunda fase da Operação Gomorra, deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Alvo de mandado de busca e apreensão, ele também negou ser o “centro” da investigação que apura supostas fraudes em licitações e contratos firmados pela Prefeitura.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Alexandre disse que, desde o início das apurações, determinou total transparência no fornecimento de documentos e informações aos órgãos responsáveis.
“Desde o primeiro momento, determinei total abertura e colaboração com as investigações. Todos os documentos, dados e informações solicitados já foram disponibilizados aos órgãos competentes, de forma responsável e transparente”, afirmou.
O prefeito também contestou a interpretação de que seria o principal alvo das investigações.
“É importante esclarecer que não corresponde ao conteúdo dos autos a afirmação de que o prefeito seria o ‘ponto central’ das denúncias. O documento faz referência ao prefeito como chefe do Poder Executivo e gestor maior da administração municipal, posição que naturalmente o coloca no centro da estrutura administrativa do município”, declarou.
Segundo Alexandre, eventuais interpretações equivocadas serão contestadas pelos meios legais.
“Eventuais excessos, distorções ou interpretações equivocadas serão combatidos pelos meios adequados. Defendemos que todas as apurações ocorram com responsabilidade, equilíbrio e respeito aos fatos, sem prejulgamentos e sem comprometer a verdade.”
Ao final do pronunciamento, o prefeito afirmou que a administração continuará pautada pela ética e pelo compromisso com a população.
“Nossa prioridade sempre foi, e continuará sendo, atuar com ética, responsabilidade e respeito ao cidadão campo-verdense.”
Operação
Alexandre Lopes é um dos alvos da segunda fase da Operação Gomorra. Contra ele foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
O secretário municipal de Obras, Rubens Anunciação Júnior, também foi alvo de busca e apreensão e acabou afastado do cargo por determinação da Justiça.
Ao todo, quatro pessoas ligadas à Prefeitura de Campo Verde foram atingidas pela operação. Além do prefeito e do secretário, outros servidores também foram alvo de medidas judiciais, incluindo afastamento das funções públicas, quebra dos sigilos telemáticos e fiscais e indisponibilidade de bens.
As diligências foram realizadas em Cuiabá e Campo Verde. Na Capital, os mandados foram cumpridos em residências e empresas. Já em Campo Verde, as equipes estiveram na sede da Prefeitura e nas casas de servidores investigados.
De acordo com o Ministério Público, a operação busca aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em procedimentos licitatórios e contratos administrativos, além de reunir provas da possível participação de agentes públicos e particulares nas irregularidades.

