O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta segunda-feira (27) que a Prefeitura trabalha com a hipótese de um possível boicote no Centro de Zoonoses, após denúncias de que filhotes de cães foram encontrados mortos na unidade. Segundo ele, as imagens e informações reunidas pela administração municipal serão encaminhadas à Polícia Civil para investigação.
“A Prefeitura trabalha com uma hipótese de boicote. Quem vai dizer se houve boicote ou não é a polícia. A gente vai compartilhar a cópia das imagens para a polícia, e a polícia vai fazer as investigações”, declarou.
A manifestação ocorre após a Organização de Proteção Animal de Mato Grosso (OPA-MT) divulgar vídeos mostrando cães mortos e denunciar supostas irregularidades no Espaço do Bem-Estar Animal, utilizado para a quarentena de animais recolhidos.
Segundo Abilio, imagens registradas antes da chegada dos animais mostram o ambiente iluminado e sem cães no local apontado pela denúncia. Ele afirmou que o espaço era uma antiga baia para cavalos, desativada há anos, e que foi adaptado temporariamente para atender uma situação emergencial.
“O ambiente estava iluminado. As imagens que eu recebi ainda no sábado não tinham nenhum animal naquele espaço. Era um ambiente feito para abrigar cavalos no passado, mas que estava inutilizado há muito tempo”, disse.
O prefeito explicou que a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal utilizou o local provisoriamente para isolar animais e evitar a disseminação de doenças enquanto buscava outra estrutura para recebê-los.
“Em um caso de urgência, para salvar os outros animais, evitando a contaminação, a secretaria optou por trazer os animais para esse local temporariamente até que tivesse um novo lugar para encaminhá-los”, afirmou.
A denúncia da OPA-MT provocou repercussão entre protetores da causa animal e motivou uma operação da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) na unidade. Os laudos periciais deverão apontar se houve maus-tratos, falhas no manejo dos animais ou eventual sabotagem, como suspeita a Prefeitura.
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