Ir ao conteúdo
Destaques

Flávia admite possibilidade de demissões na Prefeitura de VG em meio à crise financeira

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), admitiu nesta terça-feira (29) a possibilidade de demitir servidores municipais diante da grave crise financeira enfrentada pelo município. A cidade está sob decreto de calamidade financeira e fiscal desde o último dia 16 e enfrenta um bloqueio judicial de R$ 19 milhões nas contas, além de uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios.

“Pode ocorrer tudo, porque até agora não conseguimos nenhuma decisão que suspenda o arresto [bloqueio das contas]. Essa dívida de precatórios é uma bola de neve e nunca foi paga pelos gestores anteriores”, afirmou a prefeita à imprensa, emocionada.

Flávia disse que a administração precisou priorizar despesas consideradas essenciais, como o pagamento dos salários e a compra de medicamentos.

“Eu também deixei de pagar alguns meses, porque precisava escolher entre quitar os precatórios ou pagar os salários e comprar remédios para a população. Estamos tentando equilibrar as contas do município”, declarou.

Segundo a prefeita, a atual gestão desembolsa R$ 6,4 milhões por mês para quitar precatórios herdados de administrações anteriores.

“O Kalil pagava entre R$ 700 mil e R$ 800 mil em 2023. Em 2024, a maior parcela que ele pagou foi de R$ 2,5 milhões. Hoje, a minha parcela fixa é de R$ 6,4 milhões. Só em 2025 já paguei R$ 40 milhões em precatórios, mais do que ele pagou durante toda a gestão”, disse.

Na manhã desta terça-feira, Flávia participou de uma mesa técnica no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para discutir alternativas para o pagamento dos precatórios. Participaram da reunião os conselheiros Antônio Joaquim e o presidente da Corte, Sérgio Ricardo.

Durante o encontro, Antônio Joaquim afirmou que o endividamento é resultado de décadas de inadimplência.

“Os precatórios não são um problema que surgiu ontem. Eles se acumulam há anos. Aliás, essa situação só existe porque houve abusos e os gestores deixaram de fazer os pagamentos”, afirmou.

O conselheiro também destacou que cerca de R$ 550 milhões da dívida estão vinculados ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) e defendeu a busca por alternativas para enfrentar o problema.

O Tribunal de Contas informou que continuará auxiliando o município na construção de soluções para o pagamento dos precatórios e avalia que o debate poderá servir de referência para outras cidades de Mato Grosso que enfrentam dificuldades semelhantes.

Veja:

AO VIVO
Verde FM
Clique para ouvir