O juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão de Jackson Pinto da Silva durante audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (06). Jackson confessou ter assassinado a esposa, a empresária do ramo imobiliário Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, e ocultado o cadáver no quintal de um terreno da vítima no bairro Parque Cuiabá.
A investigação revelou detalhes macabros sobre a premeditação do crime. Jackson chegou a contratar uma empresa de limpeza de fossas sépticas para abrir um buraco de aproximadamente dois metros de profundidade no terreno, alegando que realizaria uma obra. Foi nesse local que o corpo de Nilza foi encontrado na tarde de terça-feira (05).
De acordo com a delegada Eliane da Silva Moraes, o suspeito tentou criar um álibi publicando uma foto com a vítima no domingo (03), sugerindo que tomavam açaí. No entanto, a perícia aponta que ela foi morta na madrugada de segunda-feira (04). Jackson utilizou abraçadeiras plásticas, conhecidas como “enforca-gato”, para imobilizar os punhos e pés da empresária e estrangulá-la.
O assassino ainda tentou despistar as autoridades registrando dois boletins de ocorrência falsos: um sobre o desaparecimento de Nilza e outro denunciando uma suposta extorsão. Durante o registro da segunda queixa, os policiais suspeitaram das contradições e Jackson acabou confessando o feminicídio. O processo agora tramita sob sigilo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
