O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) quebrou o silêncio nesta quarta-feira (06) e negou qualquer participação em um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares. O político foi alvo da Operação Emenda Oculta, deflagrada pelo Ministério Público na última semana, que também atingiu seu irmão, o vereador Cezinha Nascimento (União), e o empresário João Nery Chiroli.
Durante coletiva na Assembleia Legislativa, Elizeu justificou a posse de R$ 150 mil em dinheiro vivo encontrados em sua residência. Segundo ele, o valor está declarado no Imposto de Renda e seria utilizado em sua pré-campanha à reeleição. “É normal, até porque está declarado. Se fosse ilícito, não estaria declarado e poderia levantar alguma suspeita”, afirmou.
A investigação do Naco aponta que o deputado destinou R$ 7,7 milhões ao Instituto Social Mato-grossense (Ismat), entidade suspeita de lavar dinheiro para o grupo. O parlamentar rebateu a acusação, alegando que os recursos custearam a entrega de 22 mil kits de uniformes para escolas militares Tiradentes e Dom Pedro em todo o estado.
No entanto, o Ministério Público sustenta que parte desses valores era sacada em espécie por João Nery Chiroli e repassada aos políticos. Em um dos episódios monitorados, o empresário teria entrado no carro do deputado logo após sacar R$ 350 mil. Elizeu garantiu que não deve à Justiça e que sua defesa ainda aguarda acesso integral aos autos do processo. Além das buscas, os investigados tiveram bens bloqueados e sigilos fiscal e bancário quebrados.
