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Cidades

Justiça nega liberdade a advogado acusado de matar empresária no Lago do Manso

O juiz Leonísio Salles de Abreu Júnior, da 1ª Vara Criminal de Chapada dos Guimarães, negou o pedido de revogação da prisão preventiva do advogado Cleber Figueiredo Lagreca. Ele é acusado de matar a empresária Elaine Stelatto Marques, em outubro de 2023, no Lago do Manso. A decisão foi publicada no último dia 2 de junho.

Cleber está preso desde setembro de 2024 e aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa pedia a substituição da prisão por medidas cautelares, alegando excesso de prazo e o fato de o Tribunal de Justiça (TJ-MT) ter afastado as qualificadoras de estupro e motivo torpe.

Ao rechaçar os argumentos, o magistrado destacou o risco de fuga do acusado, lembrando que o advogado chegou a abandonar o carro e fugir a pé para evitar ser capturado quando o mandado de prisão foi expedido.

“A prisão preventiva de Cleber não foi decretada para puni-lo antecipadamente, mas para garantir que ele não se evada novamente do distrito da culpa — como já tentou fazer — e que seja submetido ao julgamento”, registrou o juiz.

Sobre a demora para marcar o júri popular, o magistrado culpou a própria defesa do réu, afirmando que o processo é marcado por sucessivos requerimentos e embargos inadequados, o que configura ato protelatório. Além disso, o andamento do caso aguarda uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o Ministério Público tenta reverter a exclusão do crime de estupro e da qualificadora de motivo torpe.

O crime

Elaine Stelatto Marques morreu no dia 19 de outubro de 2023 enquanto estava em uma lancha na companhia de Cleber Lagreca. Na ocasião, o advogado alegou que a embarcação teve um defeito mecânico e que a empresária decidiu amarrar uma corda na cintura para tomar banho com o barco em movimento, vindo a se afogar após se desequilibrar com as ondas.

A versão foi descartada pela Polícia Civil, que apontou indícios de homicídio e tentativa de fraudar a perícia. Cleber foi pronunciado pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual.

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