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Uma jovem denunciou ter sido agredida e ameaçada por policiais militares durante uma abordagem dentro de sua residência, em Mato Grosso. Segundo o relato publicado por ela nas redes sociais, um dos agentes teria apontado uma arma para o rosto dela, destruído seu celular e feito ameaças caso não fornecesse nomes de supostos traficantes.

De acordo com a vítima, os policiais chegaram à residência e ordenaram que ela abrisse a porta. Ela afirmou que estava no banheiro e pediu alguns instantes para atender à equipe.

“Falei que abriria logo, pois estava no banheiro. O policial, em xingamentos e ignorância, falou que, se não abrisse em 3 segundos, ele iria arrombar minha porta”, relatou.

Após abrir a porta, a jovem afirmou ter sido surpreendida por um policial armado. Segundo ela, o agente apontou a arma para seu rosto e atingiu seu celular com a mão, fazendo com que o aparelho fosse destruído.

“Quando, de repente, um policial apareceu com uma arma no meu rosto, bateu a mão no meu celular, o qual despedaçou, e falou que queria nomes”, contou.

Ainda conforme o relato, os policiais teriam questionado a jovem sobre nomes de traficantes e afirmado que ela seria presa caso não fornecesse informações. Ela também afirmou que os agentes teriam ameaçado plantar drogas em sua residência.

A vítima disse que negou conhecer qualquer traficante e que, durante a abordagem, teria reagido após ser agredida. Segundo ela, foram dois tapas que provocaram cortes dentro de sua boca.

“Quando estava dentro de casa, ele falou que, se eu não falasse as coisas, ficariam feias para mim. Quando disse que não sabia, ele deferiu mais dois tapas no meu rosto, que fizeram um corte enorme por dentro da minha boca”, relatou.

Em um vídeo publicado pela jovem no Instagram, é possível ver marcas de sangue que, segundo ela, foram provocadas pelas agressões.

A vítima também afirmou que o episódio causou trauma para ela e para o filho, que teria presenciado a situação.

“Eu saio de casa às 5h da manhã, chego às 23h e vou cuidar dos que eu tenho responsabilidade, meu filho e minha avó, que é acamada. Eu jamais imaginaria passar por nada disso na minha vida; é um trauma e tanto, não só para mim, mas para o meu filho, que presenciou. Vocês são covardes”, escreveu.

Outro lado

Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso informou que a Corregedoria-Geral recebeu a denúncia nesta terça-feira (11) e abriu um procedimento para identificar os policiais envolvidos na abordagem e apurar os fatos.

“A Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso informa que recebeu a denúncia, nesta terça-feira (11), e que abriu procedimento para identificação dos policiais envolvidos na ocorrência e completa apuração dos fatos com máximo rigor”, diz o comunicado.

A corporação afirmou ainda que não compactua com abuso de autoridade, violência ou qualquer outro tipo de crime cometido por seus integrantes.

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