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Operação investiga movimentações de R$ 1 milhão e mira suplente de deputado em MT

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Mandato Espúrio, que investiga supostas movimentações financeiras irregulares que ultrapassam R$ 1 milhão no Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT). Um dos alvos da operação, conforme apurado pela reportagem, é o suplente de deputado estadual e candidato ao cargo nas eleições de 2026, Hugo Garcia (PSDB).

A ação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica relacionados à administração do instituto. Em Cuiabá, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais para bloquear contas bancárias e suspender os acessos dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

A entidade é considerada vítima no procedimento e colabora com as autoridades.

Segundo a investigação, Hugo Garcia, que já ocupou a presidência do instituto, está entre os envolvidos em atos de gestão e movimentações financeiras realizados durante uma disputa pela representação legal do IMAFIR-MT.

A Polícia Civil apura se um ex-dirigente da entidade realizou operações financeiras mesmo após a existência de um acordo homologado judicialmente e de uma decisão que o impedia de reassumir a presidência e praticar atos em nome do instituto.

As diligências identificaram indícios de alterações estatutárias, disputa interna pelo comando da entidade e, posteriormente, movimentações patrimoniais consideradas suspeitas. A investigação busca esclarecer quem autorizou as operações, qual era a legitimidade dos responsáveis para movimentar as contas do instituto e qual foi a destinação dos recursos.

R$ 1 milhão em transações

Conforme a Derf, as movimentações financeiras consideradas irregulares ultrapassam R$ 1 milhão.

Uma das operações investigadas envolve quase R$ 774 mil, que teriam sido transferidos para uma conta pessoal e para uma empresa pertencente ao então diretor executivo do instituto. Outra transferência, no valor de R$ 270 mil, teve como destino um escritório de advocacia.

A Polícia Civil busca esclarecer a origem e a finalidade dos pagamentos, além de verificar eventual participação dos investigados nas operações.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão e desativação dos mecanismos utilizados pelos investigados para movimentar os recursos do IMAFIR-MT.

A medida inclui perfis de acesso, credenciais eletrônicas, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e outros mecanismos, incluindo a chamada “Chave J”.

Com a decisão, os investigados ficam impedidos de realizar ou autorizar pagamentos, transferências, Pix, aplicações, resgates e outras movimentações em nome da entidade.

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