O Tribunal do Júri que julgaria o tenente-coronel da Polícia Militar e ex-vereador Marcos Paccola pela morte do agente penal Alexandre Miyagawa, conhecido como “Japão”, foi adiado após o advogado Ricardo da Silva Monteiro renunciar à defesa. O julgamento, que ocorreria nesta quinta-feira (27), foi remarcado para 22 de outubro, às 9h.
O advogado alegou “motivo de foro íntimo” para deixar o caso. Paccola também já declarou que não deseja ser representado pela Defensoria Pública.
Diante da saída do defensor, o julgamento foi remarcado para garantir tempo hábil para que os novos advogados tenham acesso aos autos e possam analisar o processo antes da sessão.
Morte do agente
Alexandre Miyagawa de Barros foi morto a tiros por Paccola em 1º de julho de 2022, no bairro Quilombo, em Cuiabá. Na época, Paccola era vereador da Capital e tenente-coronel da Polícia Militar.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Alexandre estava acompanhado da companheira, que discutia com algumas pessoas na rua. O agente tentava acalmar a mulher e mantinha sua arma apontada para o alto quando foi atingido pelos disparos efetuados por Paccola.
A acusação sustenta que Alexandre foi atingido pelas costas e não oferecia risco a Paccola ou a terceiros. Laudos periciais apontaram ainda que um dos disparos atingiu a vítima quando ela já estava caída.
Paccola afirma que agiu em legítima defesa própria e de terceiros, alegando que acreditava estar diante de uma situação de risco.
O caso teve grande repercussão e resultou na cassação do mandato de Paccola por quebra de decoro parlamentar.
Em 2024, a Justiça determinou que o ex-vereador fosse submetido ao Tribunal do Júri. A decisão foi posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e pelo Superior Tribunal de Justiça.

