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Júlio diz que PP ‘forçou a barra’ e tirou candidatos do União

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que o Progressistas (PP) “forçou a barra” nas negociações para formação das chapas da Federação União Progressista e acabou provocando a retirada de candidatos considerados competitivos pelo União Brasil para a disputa à Câmara Federal em 2026.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (26), durante a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Segundo Júlio, o partido abriu mão de nomes do União para pressionar o Progressistas durante a formação das chapas proporcionais.

O principal caso citado pelo deputado foi o de Ednei Braus, de Alta Floresta, presidente da Associação Mato-grossense dos Madeireiros e considerado por Júlio um candidato com potencial de votação para deputado federal.

“Lamentavelmente, os progressistas retiraram um candidato potencialmente forte, que era da União, que era o Ednei Braus, lá de Alta Floresta, líder, presidente da Associação Estadual dos Madeireiros, que era candidato a deputado federal”, afirmou.

De acordo com Júlio, a retirada de Ednei ocorreu durante uma negociação para pressionar o PP. Como parte do movimento, o grupo teria colocado Paulo José, de Rondonópolis, na chapa federal.

Paulo, porém, desistiu da candidatura após avaliar que não teria condições de desenvolver o projeto eleitoral. Segundo Júlio, o político havia disputado a Prefeitura de Rondonópolis e não obteve sucesso.

“Para pôr pressão no Progressista, eles entenderam de retirar o nosso candidato e colocar o Paulo de Rondonópolis. E aí, o Paulo, sentindo que não tem potencial para desenvolver a sua candidatura, ele disputou a Prefeitura, não teve sucesso e não sentiu, deixou”, disse.

Federação e chapas

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, trabalha na montagem das chapas proporcionais para as eleições de 2026.

Júlio afirmou que, apesar de algumas desistências, a chapa para deputado estadual vem sendo reforçada. A expectativa, segundo ele, é eleger dois deputados estaduais e entre um e dois deputados federais.

Uma das mudanças recentes foi a transferência de Luciane Carbi da disputa para deputada federal para a chapa estadual. Com isso, a composição para a Assembleia Legislativa ganhou um novo nome, enquanto a chapa federal perdeu força.

Para Júlio, a saída de Idinei representa a perda de uma candidatura com potencial para ampliar a votação do União na região Norte de Mato Grosso.

“Perdemos essa oportunidade de ter um candidato autenticamente do Nortão de Mato Grosso, que teria uma grande votação”, afirmou.

Disputa pelo Governo

As negociações internas da federação ocorrem em meio às mudanças no cenário majoritário de Mato Grosso. O projeto do União Brasil para lançar o senador Jayme Campos ao Governo do Estado não foi homologado na convenção partidária, deixando o grupo sem uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás.

A situação também abriu espaço para novas articulações entre União Brasil, Progressistas e outros grupos políticos para a disputa de 2026.

Júlio, que é irmão de Jayme, tem defendido a construção de um projeto competitivo para o partido, enquanto as legendas que integram a federação ajustam as alianças e as chapas proporcionais.

Com a federação, União Brasil e PP precisam conciliar interesses e candidaturas dos dois partidos para definir a composição que disputará as vagas de deputado estadual e federal.

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