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Suspeito de matar companheira em mercado reage a falecimento: “Morreu mesmo?”

Suspeito de matar companheira em mercado reage a falecimento: “Morreu mesmo?”

Luciano Francisco de Moraes, preso suspeito de matar a companheira Regiane Alves Rodrigues da Silva, de 38 anos, afirmou que pegou uma faca que estava sobre uma mesa de supermercado e golpeou a vítima durante uma discussão. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (19), no bairro Água Vermelha, em Várzea Grande. Ao ser informado de que a mulher havia morrido, ele demonstrou surpresa.

Em depoimento após a prisão, Luciano relatou que o desentendimento envolvia dinheiro. Ele alegou que não tinha intenção de matar a companheira e minimizou o tamanho da faca utilizada no ataque. O vídeo com as declarações foi divulgado pelo programa Cadeia Neles.

“Eu peguei uma faquinha em cima da mesa e finquei nela”, afirmou. Questionado sobre a morte da vítima, reagiu: “Morreu mesmo, velho?”, perguntou.

Conforme informações da Polícia Militar, o 4º Batalhão foi acionado pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 18h53 para atender à ocorrência. Uma equipe do Grupo de Apoio (GAP 01) foi até o supermercado e encontrou Regiane ferida.

O Corpo de Bombeiros prestou os primeiros atendimentos e encaminhou a mulher ao Pronto-Socorro de Várzea Grande. Ela havia sido atingida na região do coração, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu na unidade médica.

Segundo relatos de testemunhas repassados à polícia, o casal discutia na rua antes do crime. Na tentativa de buscar ajuda, Regiane entrou no supermercado, onde foi atingida pelo golpe de faca.

Durante a entrevista, Luciano confirmou que houve uma discussão e afirmou que o desentendimento começou porque a companheira queria fazer ou comprar algo, mas não havia dinheiro suficiente.

O suspeito disse que pegou uma faca pequena, semelhante a uma faca de mesa, que estava no próprio estabelecimento. Ele alegou que não pretendia provocar a morte da mulher.

Após o ataque, Luciano fugiu do local, mas foi localizado e preso pela Polícia Militar durante as buscas realizadas na região.

Suspeito relatou prisão anterior

Durante o interrogatório informal, Luciano também foi questionado sobre uma ocorrência anterior envolvendo a Lei Maria da Penha. Ele afirmou que já havia sido preso após uma discussão com Regiane na Delegacia de Polícia Civil de Várzea Grande.

O suspeito apresentou informações imprecisas sobre o período em que permaneceu preso, mencionando diferentes intervalos de tempo. As circunstâncias dessa ocorrência anterior não foram confirmadas de forma independente no material divulgado.

O caso é investigado como feminicídio. Conforme relatos colhidos no local, o casal aparentemente vivia em situação de rua e não era conhecido pelos moradores da região.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e deverá esclarecer a dinâmica do ataque e eventuais ocorrências anteriores envolvendo o casal.

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