O vereador de Cuiabá Alex Rodrigues (Podemos) afirmou que teve apenas o celular apreendido durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (20), no âmbito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Em entrevista ao Jornal da Verde FM, nesta terça-feira, o parlamentar negou envolvimento em irregularidades e disse que pretende colaborar com as investigações.
Além dele, o vereador Ilde Taques (Podemos), eleito presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, também foi alvo da operação, que apura suspeitas de corrupção e possíveis irregularidades envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
Segundo informações apuradas, a investigação tem como um dos focos um almoço organizado em maio deste ano, antes da eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande. Uma denúncia encaminhada ao Gaeco teria sido baseada em uma fotografia do encontro, que reuniu vereadores dos dois municípios. Alex Rodrigues e Ilde Taques estavam entre os participantes.
Ao comentar sua presença no almoço, Alex afirmou que compareceu a convite do vereador Miguel Júnior, conhecido como Miguelzinho, a quem classificou como amigo pessoal. Segundo o parlamentar, ele permaneceu no encontro por cerca de duas horas.
O vereador também afirmou que outros parlamentares que participaram do almoço foram alvos da operação. A investigação apura possíveis irregularidades na eleição da Mesa Diretora, além de suspeitas de corrupção, obtenção de vantagens indevidas e atuação de organização criminosa.
Alex Rodrigues disse que pretende aguardar o acesso ao conteúdo da investigação para prestar os esclarecimentos necessários. Ele negou envolvimento em irregularidades e declarou estar disposto a colaborar com as autoridades.
“Tenho certeza que vamos esclarecer e vamos contribuir com a investigação”, afirmou, em entrevista ao Jornal da Verde FM.
O parlamentar ressaltou ainda que, em quase dois anos de mandato, não esteve envolvido em escândalos, nem mesmo durante o período em que atuou como secretário-adjunto de Obras.
Ao comentar a presença no encontro que entrou na mira dos investigadores, Alex afirmou que estava “no lugar errado, na hora errada” e disse acreditar que conseguirá demonstrar que não teve participação em eventuais irregularidades.
Operação Cathedra Venalis
Deflagrada nesta terça-feira (20), a operação do Gaeco cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá.
Entre os alvos de Várzea Grande estão Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Miguelzinho (Cidadania), Lucélia Oliveira (AGIR), Kleberson Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos), Enfermeiro Emerson (PP), Wanderley Cerqueira (MDB), Gisa Barros (Podemos) e Rogério Dakar (PSDB). Também são alvos o suplente de vereador Samir Japonês (PL) e a diretora-geral da Câmara Municipal, Lorineide Aparecida Trindade Inhan.
Em Cuiabá, os alvos são Alex Rodrigues e Ilde Taques, ambos do Podemos.
A ação mobiliza mais de 200 policiais e busca reunir provas sobre uma possível organização criminosa voltada à obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos e práticas de corrupção.
O cumprimento dos mandados e a apreensão de objetos não representam, por si só, comprovação de culpa dos investigados. As apurações seguem em andamento.
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