O candidato a deputado federal Thiago Boava (PL) afirmou que vem sendo alvo de uma suposta “sabotagem” dentro do próprio partido e acusou a legenda de não cumprir compromissos que, segundo ele, haviam sido acertados antes da campanha eleitoral em Mato Grosso.
A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais. Boava não especificou quais acordos teriam sido descumpridos nem indicou quem estaria por trás do suposto boicote. O candidato, no entanto, está entre os integrantes do PL que receberam os menores repasses do fundo eleitoral.
Dados do DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, mostram que Boava e outros candidatos sem mandato receberam R$ 400 mil para a campanha. Entre os parlamentares que já possuem mandato, os valores destinados pelo partido variam de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões.
“Infelizmente, o Partido Liberal, o partido que diz defender Deus, pátria, família e liberdade, rompeu um dos seus pilares, a moralidade. E não cumpriu comigo o que foi combinado”, declarou.
Na gravação, Boava afirmou que o PL também teria deixado de cumprir compromissos assumidos com José Medeiros, candidato ao Senado pela sigla, e com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Não cumpriu também o que foi combinado com o Zé Medeiros. Não cumpriu o que foi combinado com o capitão. É muito triste ver isso”, disse.
Críticas ao palanque
Um dos possíveis motivos para o desentendimento, segundo o próprio candidato, seria sua resistência em participar do palanque formado pelo PL para a disputa eleitoral em Mato Grosso. A composição tem Wellington Fagundes como candidato ao Governo e conta com apoio do MDB da candidata ao Senado Janaina Riva.
Boava afirmou que não sabe se sua postura diante da aliança teria provocado a suposta sabotagem, mas garantiu que não pretende apoiar uma composição com a qual não concorda.
“Eu não sei se é por esse motivo que estou sendo sabotado, por não subir no palanque que foi montado. Mas, se o preço for esse, eu ficarei aqui embaixo, sem subir nesse palanque. Não acredito nele. E não estou indo para a política para fazer o que não acredito”, afirmou.
O candidato também questionou os benefícios da composição para a candidatura de José Medeiros ao Senado. Na avaliação dele, o acordo atende a interesses particulares e não fortalece as pautas defendidas pelo grupo político ligado a Bolsonaro.
“Esse palanque não fortalece Zé Medeiros, o principal ativo do capitão. Esse palanque não fortalece a liberdade que tanto buscamos. Esse palanque fortalece interesses pessoais”, declarou.
Boava ainda orientou os eleitores a observarem quais candidatos a deputado federal estão participando dos eventos e manifestações em apoio à composição.
“Analise muito bem se o seu candidato a deputado federal subiu nesse palanque, se comemorou com os que estão nesse palanque”, pediu.
Legado de Amália
Viúvo da ex-deputada federal Amália Barros, que morreu em 2024, Boava tem apresentado a trajetória política da esposa como uma das principais referências de sua candidatura.
Durante o vídeo, ele afirmou que decidiu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados com o objetivo de continuar as pautas defendidas por Amália e dar sequência ao trabalho que ela iniciou.
“Estou indo de peito aberto para fazer o que acredito e dar continuidade no trabalho sério que a Amália iniciou. Dar continuidade no que o capitão pediu que ela fizesse e pediu para mim para que eu fizesse agora”, afirmou.
Ao encerrar a gravação, o candidato pediu aos apoiadores que compartilhem o vídeo e ajudem a ampliar a divulgação de sua campanha, que, segundo ele, enfrenta dificuldades dentro do próprio partido.

